O debate sobre a ética da pesquisa aumentou na última quinta-feira depois que cientistas sul-coreanos reportaram ter clonado um embrião humano, então retirado suas células-tronco para desenvolver tratamentos terapêuticos.
O governo regional de Andaluzia prometeu US$ 5 milhões em doações para pesquisa e investiu US$ 1 milhão em laboratórios e outros equipamentos para o banco, que foi inaugurado no final de janeiro no hospital de uma universidade pública em Granada.
Ele é o centro de um complexo de pesquisa biomédica projetado para transformar a estranha imagem da província, disse o diretor de saúde de Andaluzia, Francisco Vallejo.
O banco vai avaliar, cultivar e armazenar linhagens de células-tronco, que são grupos selecionados de células capazes de gerar diversos tecidos. Cientistas dizem que as propriedades únicas das células podem levar a novos tratamentos para diabetes e outras doenças.
O governo conservador de Madri, entretanto, registrou um processo no Tribunal Constitucional, afirmando que tem controle regulador sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias, que são extraídas de embriões restantes, então congeladas, durante testes de fertilização in-vitro.
A ministra da Saúde Ana Maria Pastor disse que o governo não pretende obstruir tal pesquisa, mas que, sob revisões em uma lei de reprodução assistida, a pesquisa deve ser supervisionada pelo governo nacional.
No começo de fevereiro, ela anunciou um plano para o governo montar seu próprio centro de "transplante e medicina regenerativa" em Madri, que coordenaria os testes com células-tronco e treinaria cientistas.
Então, na sexta-feira, o vice-premiê Javier Arenas disse que o governo se oporia à clonagem de embriões humanos para pesquisa médica.
Vallejo e outras autoridades dizem que a nova legislação é um plano para bloquear o projeto do banco de células. Com as eleições nacionais marcadas para março, o primeiro-ministro Jose Maria Aznar e seu Partido Popular aprovaram as revisões para agradar os grupos religiosos que se opõem ao uso de embriões humanos para pesquisa terapêutica.
"Nessa questão transcendental, os setores mais reacionários do Opus Dei e dos Legionários de Cristo continuam a estabelecer o ritmo para o Partido Popular", escreveu o porta-voz para o Partido Socialista, Jose Caballos Mojeda, em um artigo no jornal El Pais em novembro, depois de a medida ser aprovada.
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