Médicos americanos usaram, pela primeira vez, uma técnica para evitar que os filhos herdassem uma doença que afetava os olhos do pai.
Quando Larry era criança, teve câncer nos olhos. Foi salvo pelo tratamento com radiação. Perry, a primeira filha dele, herdou a doença do pai. Mas no caso dela, o tumor se espalhou e está afetando a fala. Ainda assim, Larry e a mulher tiraram proveito do que parece um milagre da medicina.
O casal queria ter mais filhos. O risco de que eles nascessem com câncer nos olhos era de 50%. Eles ficaram sabendo de uma técnica que estava sendo aplicada pela primeira vez em um hospital de Nova York. E decidiram experimentar.
Os doutores David Abramson e Zev Rosenwaks sugeriram ao casal que tivessem bebês de proveta. Antes do implante na barriga mãe, testaram o embrião - o futuro filho - para saber se ele tinha herdado a doença do pai.
O implante foi feito com embriões saudáveis. Assim nasceram Lizzie, que está com quase dois anos de idade, e Luc, que tem oito meses. Nenhum deles teve, nem terá câncer nos olhos.
Apesar da oposição à pesquisa genética, neste caso o doutor Abramson diz que os médicos não mexeram com a cor dos olhos ou o sexo das crianças. Ele afirma que apenas eliminaram a chance de as crianças terem uma doença fatal.
O doutor Rosenwaks diz que a mesma técnica já pode ser aplicada em cerca de 50 doenças graves, como a hemofilia, a fibrose cística e alguns tipos de anemia fatais.
Anne diz que se sente aliviada. Dois dos três filhos se livraram da doença.
Larry se diz feliz porque o câncer dos olhos foi eliminado da história dele. Nem os netos, nem os bisnetos. Ninguém mais da família terá que se preocupar com o sofrimento que ele enfrentou quando criança.
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