População disponível para testar terapia

Por Karla Bernardo Montenegro

Durante as inscrições para o evento, o Projeto Ghente propôs para os internautas  uma pesquisa de opinião interativa, sob a forma de enquete. O objetivo era saber como os interessados no tema Células-tronco responderiam às seguintes perguntas:  

- Você se submeteria a tratamento com células-tronco adultas?
- Você se submeteria a tratamento com células-tronco embrionárias? 

Cerca de 250 pessoas responderam a estas perguntas, e o resultado foi:

Oitenta e três por cento (83%) das pessoas responderam que sim, se submeteriam a tratamento com células-tronco adultas. Cinco por cento (5%) responderam não. O número de pessoas que declararam não ter opinião formada sobre o assunto ficou em 12%.

Na segunda pergunta, sessenta e dois por cento (62%) das pessoas responderam que sim, se submeteriam a tratamento com células-tronco embrionárias. Vinte e quatro por cento (24%) respondeu que não. O número de pessoas que declararam não ter opinião formada chegou a 14%.

O resultado dessa pesquisa demonstra o interesse e a confiança depositada nesse tipo de terapia, já que, nos dois casos, a maioria dos participantes se declarou  disponível para tratamento envolvendo células-tronco, sejam elas adultas ou embrionárias. 

Outro dado relevante no resultado desta enquete foi o número de pessoas que atestaram não ter opinião formada sobre o assunto: a média foi de 13% dos participantes.  

Podemos perceber que a população ainda está buscando respostas sobre esse tema. O assunto deve ser debatido e a comunidade em geral deve ser esclarecida, para formar opinião e ser ouvida pelos órgãos competentes. A lei, por sua vez, deve ser clara para evitar abusos e distorções. 

Para os organizadores, esta foi a motivação da realização do evento: levar para a comunidade em geral informações atualizadas sobre o  estágio das pesquisas no Brasil e promover um debate sobre as conseqüências dos avanços das técnicas utilizando células-tronco adultas e embrionárias.


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